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| Dia 31 de Julho Começámos o dia no Park Mammoth Resort com um briefing com Rick Toomey sobre a região, o Kentuky Plateau, a Sinkhole Plain e a gruta de Mammoth Cave. Em particular, fizemos o ponto da situação sobre as traçagens efectuadas na região e sobre as linhas de circulação deduzidas, bem como prováveis divisórias subterrâneas. Depois, já na companhia de Chris Groves, da Western Kentucky University, fizemos um percurso entre o Kentucky Plateau e a Sinkhole Plain, para avaliar as diferenças de morfologia e discutir as teorias propostas para a génese e evolução dos sistemas subterrâneos. Pelo caminho visitámos a Smiths Grove Uvala que, depois de apuradas discussões, passou a ser Smiths Grove Blind Valley, e a janela cársica de Cedar Sink cujas águas, niveladas com o Green River, apresentavam grande turvação devido às fortes chuvas da noite anterior. Depois de almoço fizemos o percurso Mammoth Cave Historic Tour Route guiado por Art Palmer e Rickard Toomey. O objectivo principal foi o reconhecimento dos vários andares pelos quais a gruta se distribui e as discussões centraram-se à volta da hierarquia das várias galerias e a sua relação com o encaixe do Green River. De entre os aspectos mais curiosos refiram-se os vestígios de exploração mineira (saltpeter), marcas com assinaturas dos primeiros guias turísticos, antigos escravos que trabalharam nas obras de abertura ao turismo, restos de construções utilizadas em 1842-43 para tratamento da tuberculose, e um sem número de marcas da passagem dos nativos pela gruta, deixados desde há 4000 anos em mais de 19 km de gruta. As grandes dimensões das galerias e a grande quantidade de blocos de abatimento são, do ponto de vista espeleológico, os aspectos mais impressionantes. Ao fim do dia entrámos noutro dos muitos acessos ao sistema subterrâneo, a Carmichael Entrance para percorrer a Cleveland Avenue, uma galeria com as paredes e tecto cobertos por concreções de gesso, entre as quais muitas flores de gesso com formas variadas. O jantar foi servido na Snowball Room, a 60 metros de profundidade. A designação desta sala deve-se ao aspecto das concreções de gesso brancas no tecto da gruta, que impressionaram os primeiros visitantes (trabalhadores escravos). |
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