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| Dia 30 de Julho Neste quarto dia de excursão fizemos outra longa viagem, agora deixando para trás os planaltos do Ozark, atravessando a planície aluvial do Mississippi e, depois, a planície costeira do Golfo (Golf Coastal Plain). Pode dizer-se que hoje foi o dia dos rios pois atravessámos o Mississippi, o Ohio e o Tenneesse, embora estes também pertençam à bacia de drenagem do Mississippi. O Mississippi é o segundo rio mais extenso do mundo e embora ao nascer, no lago de Itaska, tenha apenas cerca de 2 m de largura, chega a atingir 1,6 km nalguns locais. Ocupa uma bacia relacionada com a abertura de um rifte (Reelfoot Rift) e ao longo de uma das falhas associadas, New Madrid Fault Zone, ocorrem terramotos, alguns com magnitude elevada e que provocaram modificações importantes no rio, como a inversão do sentido do escoamento. Regularmente o rio extravasa as margens e espraia-se pela planície de inundação tornando a região extremamente fértil. Alguns locais ao longo deste rio têm também importância histórica, como o documentado no Columbus-Belmont State Park, que perpetua a memória de uma batalha decisiva na guerra civil entre a União e os estados confederados do sul. Em Bowling Green, já no estado do Kentucky, visitámos os centros de investigação ligados ao carso da Western Kentucky University, nomeadamente o Crawford Hydrology Laboratory, dedicado principalmente à realização de traçagens em meio cársico. As paisagens cársicas tornaram-se mais evidentes apenas no Pennyroyal Plateau, com dolinas e lagoas a aproveitar a impermeabilização dos depósitos detríticos. A viagem terminou em Park City, já na área do Mammoth Cave National Park, onde ficaremos dois dias. |
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