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| Dia 20 de Julho Este foi o primeiro dia de sessões de apresentação de comunicações nas áreas de Geomicrobiologia, Espeleogénese, Gestão de grutas e regiões cársicas e Técnicas, Equipamento e Projectos. Algumas sessões contaram com assistência numerosa, como foi o caso da de Arthur Palmer sobre a história geológica das grutas da região de Black Hills, no Dakota do Sul, que ainda gera muita controvérsia sobre a idade e os contributos dos vários processos, hipogénicos e epigénicos, paleocársicos e recentes. Esta controvérsia foi, aliás, sustentada por outras apresentações, como a de DuChene sobre a influência da tectónica na espeleogénese nas Montanhas de Guadalupe e a de Carol Hill, sobre a espeleogénese no Grande Canyon. A área mais recente de desenvolvimento da Espeleologia, a geomicrobiologia, além de retomar alguns temas tradicionais, como a alteração das concreções e a formação do mondmilch, explorou a senda da origem da vida, numa comunicação sobre as grutas do deserto de Atacama, abordadas como análogos para possíveis habitats para desenvolvimento da vida em Marte. Enquanto nos átrios algumas bancas mantinham sempre uma assistência interessada, tiveram lugar as primeiras projecções de vídeos e apresentações 3D e houve ainda espaço para apresentação de posters de biospeleologia e sessões no âmbito do simpósio sobre fauna subterrânea rara ou em risco. Realizaram-se também reuniões de algumas comissões da UIS (Físico-química e Hidrogeologia, Protecção e Bibliografia). O secretariado da UIS realizou reuniões durante todo o dia. À noite, após e durante uma persistente e refrescante chuvada com ares de tropical, realizou-se uma festa com jantar, música, rodeo e malabarismos com laço executados por um cowboy em pé sobre um paciente cavalo. Educativo, pois conseguir dar nós numa corda, à beira de um precipício, só com uma mão e sem tocar na extremidade da corda, é obra. |
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