Logo EPE - ESCOLA PORTUGUESA DE ESPELEOLOGIAEscola Portuguesa de Espeleologia
Departamento de Ensino da Sociedade Portuguesa de Espeleologia

Tem como objectivos desenvolver os aspectos técnicos, científicos, organizativos, ambientais e culturais da Espeleologia. Para tal promove um conjunto de acções de formação.

Palestras
Sessões curtas de divulgação de temas gerais ou específicos relacionados com a Espeleologia ou áreas afins; podem ter carácter esporádico ou seriado; podem ser destinadas ao exterior (a pedido, ou não, de entidades exteriores à SPE) ou aos sócios da SPE.

A Descoberta da Espeleologia
Consiste na visita a uma gruta de pequena dificuldade com o objectivo de mostrar as particularidades do ambiente subterrâneo e da paisagem das regiões calcárias, realçando também aspectos de educação ambiental.

Descoberta do Ambiente Cársico e Espeleológico
Percurso interpretativo de vários aspectos biofísicos e culturais em regiões cársicas.

Enquadrados pela espectacular paisagem do Portinho da Arrábida, visita-se a discordância do Miocénico sobre Jurássico e um complexo sistema de movimentos de vertente que geraram as Fendas do Creiro. De passagem pela praia, até Alpertuche, visita-se as grutas de Santa Margarida e da Figueira Brava, utilizadas pelo Homem pré-histórico e que são exemplos da erosão ao longo de um antigo nível do mar.

No maior vale tifónico português podemos visitar as grutas da Columbeira relacionadas com antigas nascentes, tornadas famosas pelas descobertas arqueológicas. No fundo do vale, relevos residuais mostram as formações da base do Mesozóico e no bordo sul a nascente do Olho Marinho foi responsável pela deposição de um extenso manto de tufos calcários onde se observam algumas intercalações de carvão.

No vale tifónico de Fonte da Bica, visita-se as famosas salinas e os prismas basálticos de Teira. Na ida ao Vale do Barco vê-se os impressionantes espelhos de falha do acidente de Rio Maior – Porto de Mós e os abrigos no Jurássico superior das Penas da Andorinha e debate-se a aptidão dos calcários como rocha armazenadora de hidrocarbonetos. A célebre Gruta das Alcobertas é o final da visita.

Na zona de transição entre os poljes de Minde e de Alvados visita-se as antigas instalações de captação de água no interior da gruta do Olho de Mira e o poço da captação actual, com mais de 100 m de profundidade. No cimo da escarpa observa-se as falhas e dobras associadas, os calcários com sílex, o megalapiás do Penedo Padrão e as famosas Ventas do Diabo (opcional).

 

O Polje de Minde é uma grande depressão cársica com inundações periódicas. Na vertente será visitada a Lapa da Ovelha, a litologia e a tectónica responsáveis pela génese do polje. No fundo observar-se-á a “pincha”, um depósito lacustre relacionado com a evolução quaternária, um sumidouro e a Gruta do Regatinho, uma das nascentes responsáveis pelas inundações periódicas.

O Ribeiro da Caranguejeira recebe águas de nascentes com temperatura acima da média regional (Olho de Vale Sobreiro) e escavou um troço em canhão, onde foi encontrado o abrigo do “Menino do Lapedo” que se julga ser o resultado da mestiçagem entre neandertais e humanos modernos.
Entre Reixida e Fontes, na extremidade mais setentrional do Maciço Calcário Estremenho, existem várias nascentes que dão origem ao rio Lis. A mais caudalosa, mas temporária, foi alvo de trabalhos de pesquisa de água através galeria artificial em meados dos anos 90, e algumas das perenes são captadas para abastecimento público ou para rega.

Um pouco a sul, suspensa a meio de uma vertente levantada por falha (com um espectacular “espelho de falha”), existe uma gruta formada por uma galeria extensa que se perde em fendas preenchidas por areia. Em períodos de cheia, as águas que nascem nesta gruta despenham-se por uma ruidosa cascata que forma um rio afluente do Lis.

O objectivo desta acção é dar a conhecer a espectacular garganta atravessada pelo Rio da Ota e as nascentes e grutas relacionadas com as serras calcárias da região de Ota e Alenquer.

A acção inicia-se com a visita à Fórnia. Durante o percurso, observam-se aspectos da circulação de águas subterrâneas nas regiões calcárias. De seguida visita-se a gruta da Cova da Velha. À tarde, o percurso passa pelo Polje de Alvados, Portela e visita-se a Gruta da Mouração. A acção termina com a passagem pelas nascentes cársicas do rio Lena.

A actividade inicia-se com a visita da nascente do rio Almonda, mostrando-se a represa onde é captada água para abastecimento da fábrica da Renova, as grutas associadas, algumas com interesse arqueológico, os tufos calcários que se depositaram nos terraços do rio e a importância deste para a cidade de Torres Novas.
A segunda parte da visita inclui um passeio pela nascente dos Olhos de Água do Alviela e grutas atravessadas pela ribeira de Amiais, e termina no Centro de Ciência Viva e praia fluvial do Alviela, com referência ao enquadramento geológico e aos problemas de contaminação das águas subterrâneas e superficiais.

A acção permite observar os depósitos relacionados com um antigo litoral situado na Serra dos Candeeiros que permitem considerar a vertente ocidental como uma arriba fóssil. Nos calcários do Jurássico superior da plataforma litoral existem várias grutas no vale encaixado da Ribeira do Mogo onde também se situam as nascentes da Chiqueda que escoam as águas infiltradas na Serra dos Candeeiros.

A acção consiste numa caminhada desde Pragança até ao miradouro de Salve-Rainha, sobre o anfiteatro de Pragança. Após passagem pela Gruta de Salve-Rainha atinge-se o topo da serra, donde se desfrutam panorâmicas a perder de vista pela Bacia do Tejo. A descida faz-se pelo Vale das Rosas que se estreita em apertada garganta à passagem pela Falha de Montejunto, com interessantes aspectos tectónicos.

Alguns retalhos de calcários do Jurássico superior enquadram a norte o maciço eruptivo da Serra de Sintra, desde a Praia da Adraga até à Pedra d’Alvidrar. São aí conhecidas várias grutas, umas resultantes do alargamento de fracturas pela erosão marinha, outras da dissolução dos calcários e outras do desmonte das rochas vulcânicas intruídas na massa calcária, como é o caso do espectacular Fojo da Adraga. Em opção pode-se visitar os campos de lapiás de Negrais, Maceira e Pedra Furada e as grutas de Olelas.

As águas que se infiltram nos calcários da Plataforma do Cabo Espichel e na Serra da Arrábida têm um circuito subterrâneo ainda pouco conhecido. Na extremidade do Cabo Espichel existem duas grutas, a Lapa das Pombas e a Furna dos Segredos, formadas entre camadas com forte inclinação. Descendo ao Focinho do Cabo pode ver-se a saída da Lapa das Pombas invadida pelo mar e, percorrendo um corrimão junto à arriba, entrar nesta gruta e ver a entrada da Furna dos Segredos, de difícil acesso.

Os sumidouros onde se perdem as águas que nas chuvadas fortes inundam a depressão da cabeceira do Ribeiro das Terras do Risco, conduzem a água até um nascente litoral conhecida com o nome de Gruta dos Morcegos, no sítio denominado Fojo. A descida por uma ravina estreita até à arriba permite ver as falésias alcantiladas na base das quais se abre a entrada da gruta.

INSCRIÇÃO
A Escola Portuguesa de Espeleologia está a promover, junto aos sócios e seus familiares, um curso de Iniciação à Fotografia. 
Concluída a formação, será entregue um certificado aos formandos.

DATA DE REALIZAÇÃO DO CURSO: 13 de MAIO 2023  (sábado)
INCRIÇÕES até 1 de Maio de 2023(a inscrição é por ordem de chegada e está condicionada ao pagamento

Esta visita de estudo decorrerá entre 2 a 8 de Abril com possibilidade de escolher vários períodos dentro destes limites. O programa incluirá aspectos espeleológicos, geológicos e culturais. Todos os sócios da SPE interessados em participar devem enviar um e-mail para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. confirmando a sua intenção e dias de participação. O transporte será combinado consoante as viaturas disponíveis e os dias previstos por cada participante. O programa definitivo será elaborado de acordo com as preferências dos participantes.

INTRODUÇÃO

No âmbito das iniciativas “Grutas e Regiões Calcárias do Estrangeiro” a EPE está a organizar uma viagem aos “Picos de Europa e grutas pré-históricas das Astúrias”, a decorrer no período dos feriados de Junho de 2010.
O transporte será efectuado em viaturas particulares, distribuindo-se os sócios e acompanhantes de acordo com as suas afinidades.
O alojamento também é por conta dos participantes que, por isso, poderão optar livremente desde parque de campismo a hotel.

PÁSCOA 2011

Com a colaboração do Grupo Edelweiss e apoio de Martín Burgui

Aproveitando os feriados da Páscoa, a SPE vai organizar uma visita à Sierra de Atapuerca e ao complexo cársico do Ojo Guareña.
A jazida pleistocénica de Atapuerca foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO e é constituída por um conjunto de grutas distribuídas por três níveis.
É o sítio arqueológico com os vestígios humanos mais antigos da Europa, com grande quantidade de fósseis desde o período pré-Acheulense (800.000 anos).
Em Burgos será visitado o novíssimo Museu da Evolução Humana.