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Notícias

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CONVOCATÓRIA

Nos termos dos Art.ºs 36º, 39º, 40º e 41º dos Estatutos da
Sociedade Portuguesa de Espeleologia e de acordo com deliberação tomada na sessão do último Congresso Nacional da SPE, realizada em Dezembro de 2009,
convoco a reunião do Congresso Nacional, para ter lugar nas instalações da Junta de Freguesia de Santo Condestável, sitas na rua Azedo Gneco, nº 84-1º, a Campo de Ourique, em Lisboa, no dia 16 de Janeiro de 2010, Sábado
com início às 08:30 horas e com a seguinte

 
ORDEM DE TRABALHOS:

  • 1 – Apreciação e votação do relatório, contas e pareceres dos Corpos Gerentes Nacionais;
  • 2 – Eleição dos novos Corpos Gerentes e órgãos de gestão da Sociedade para o triénio 2010-2012;
  • 3 – Estabelecimento dos novos quantitativos para jóia e quotas.
Lisboa, 16 de Dezembro de 2009
O Presidente da Mesa do Congresso
José Duarte Alves Bento

A Direcção Nacional da SPE finalizou a proposta de alteração aos actuais estatutos que será apreciada no próximo Congresso Extraordinário.

Em reunião recente a Direcção Nacional da SPE avaliou o desenvolvimento dos trabalhos na área de drenagem cársica dos poljes de Minde e de Alvados. Esta área que tradicionalmente constitui a região de actuação mais intensa da SPE continuará a ser objecto de actividade de campo nos próximos tempos. Foram definidos sectores de prioridade de intervenção no período Inverno-Primavera 2009-10, com destaque para a exploração e estudo de algares com trabalhos pendentes. Inverno-Primavera2009-10
A Direcção Nacional da SPE reunida no início de Novembro decidiu solicitar ao Presidente da Mesa a convocação da reunião do Congresso Nacional para alteração dos Estatutos. Pretende-se actualizar alguns aspectos a necessitar correcção, como é o caso da sede nacional, e modificar outros que a prática recente mostrou não estarem adaptados a um funcionamento adequado da SPE. Rdir

O passado fim-de-semana de 7 e 8 de Novembro foi o derradeiro fôlego no Sifão das Areias. O assunto ficou arrumado por este ano. Digo último fôlego, porque a coisa foi complicada. Depois das descargas altamente poluentes, já aqui referidas, da fábrica de transformação de pimentão, a Galeria Grande ficou com um cheiro absolutamente insuportável e, pior, alojaram-se gases na parte mais baixa da galeria, ou seja, no sifão e na zona do poço. Desde a primeira descarga, em meados de Setembro, que os nossos objectivos de manter a zona transitável durante o máximo de tempo possível foram por “água” abaixo. No entanto, a ideia de perder todo o equipamento que lá estava instalado, com o Inverno à porta, estava a tirar-nos o sono. Há quinze dias atrás, de Major (a nossa bomba de 45 kg de puro metal) às costas, lá fomos nós rumo ao sifão. Iniciámos o bombeamento mas as condições deitaram por terra a nossa vontade e deixaram as nossas cabeças a estalar de dor pela falta de O2.

Assim, com a preciosa ajuda dos Bombeiros de Minde e dos Bombeiros de Mira de Aire, a quem agradecemos, obtivemos de empréstimo 4 aparelhos de respiração a que chamam “aricas”; são uma garrafa de gás comprimido com cerca de 12L e uma máscara integral, tipo guerra química. Assim equipados, juntamente com mais uns quilos de fatos de PVC, pontonières, e botas de pescador até ao peito, atacámos o dito. Entre gases tóxicos, lama mal cheirosa e valentes dores de cabeça lá conseguimos resgatar cerca de uma tonelada de mangueiras, cabos eléctricos, caixas de comando e bombas. Sempre sob o silvo estridente dos aparelhos de respiração que teimavam em nos asfixiar e em nos tirar por completo a visibilidade sempre que as máscaras embaciavam pelo nosso arfar aflito. As descargas fizeram também o agradável favor de arrastar grandes quantidades de areia que estava a jusante do sifão, estrangulando a passagem e sepultando as nossas bombas, cabos e mangueiras.

Ao senhor da fábrica de massa de pimentão: se ler estas linhas, fique sabendo que pensámos todos muito em si durante o fim-de-semana. Espero que tenha passado um fim-de-semana agradável no seu sofá….

O céu cinzento do Domingo de manhã desfez-se em aguaceiros pela tarde como que zombando do nosso trabalho de lavagem, à porta da gruta, dos quilos de lama e areia que vieram a agarrados ao nosso equipamento. Se ao menos chovesse a sério!...

Enfim, agora tudo repousa, lavado na nossa casa de apoio, como se nada se tivesse passado. Também a gruta continuará lá, durante muito tempo, depois de todos os fabricantes de massa de pimentão desaparecerem.


Os sem fôlego foram:


Delfim Machado
João Carvalho
João Guerra
José António Crispim
Luís Magro
Ricardo Nogueira
Vítor Leal

 

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