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Pausa no trabalho à entrada da gruta Foto: SPE / J. A. Crispim (2000)
 Controlando a disposição da mangueira Foto: SPE / J. A. Crispim (2000)
Luís Miguel Lopes - Mais uma pausa (forçada) junto ao primeiro sifão Foto: SPE / António Sobreira (2000)
Paulo Caetano à saida da galeria explorada Foto: SPE / António Sobreira (2000)
Paulo Ramos - Primeiros metros de exploração no “desconhecido” Foto: SPE / António Sobreira (2000)
Galeria de ligação entre sifões Foto: SPE / António Sobreira (2000)
Bombeamento do último poço explorado Foto: SPE / António Sobreira (2000)
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REGATINHO 2000
"A CAMINHO DO DESCONHECIDO"
Na sequência dos trabalhos dos anos anteriores, em que houve uma incursão numa galeria lateral promissora em termos de continuação, "Mais um Passo no Desconhecido" foi o tema para a continuação da exploração do Regatinho. Mais uma vez, mobilizámos os meios adequados de bombeamento para ultrapassar as dificuldades de progressão que a gruta nos apresenta: ressaltos, sifões e muita argila. Toda a preparação do trabalho teve de ser elaborada nos meses precedentes ao início do projecto. A verificação dos equipamentos e instalação da baixada de electricidade são trabalhos tão importantes como a exploração em si, pois sem eles, não poderíamos, sequer, entrar na gruta. Assim, a exploração teve início no principio de Agosto, tendo-se começado por equipar o ressalto da rampa de entrada da gruta e procedendo-se à instalação dos equipamentos de bombeamento para vazar o primeiro sifão, o "Sifão da entrada", permitindo-nos a progressão. Após esta fase, avançou-se para a "Galeria Principal". O acesso a esta efectua-se através de um ressalto, passando-se pelo "Lago" (pequena depressão que acumula água no seu interior). Para nossa surpresa, este não continha água, mas sim argilas muito finas e macias. As argilas depositadas no fundo do "Lago" mais pareceriam areias movediças que, para além de nos dificultar a progressão, deixava-nos de outra cor, da cor da argila!. Improvisámos, por isso, uma ponte suspensa que nos permitia passar pelo "Lago" sem entrarmos em contacto com as argilas. Solucionado este problema, passou-se à instalação do restante material de bombeamento, que nos permitiu avançar para a "Galeria do Nicho", a tal que nos havia despertado interesse em anos anteriores. Esta galeria situa-se, mais ou menos, a meio da "Galeria Principal", aproximadamente a 350 metros da entrada da gruta. Poder-se-á dizer que foi neste ponto que começamos a verdadeira exploração. O bombeamento dos sucessivos pequenos sifões desta galeria revelou-se problemático, pois devido à distância da entrada, vimo-nos obrigados a enviar a água destes sifões para o "Sifão da entrada" e deste para a superfície. O tempo de funcionamento das várias bombas teve de ser devidamente coordenado para que nenhum dos sifões entretanto já bombeados fechasse. Além do mais, nesta galeria não circulava ar, o que tornava o ambiente pesado ao fim de algum tempo de permanência nela. Desta forma, qualquer movimento que efectuássemos, por mais pequeno que fosse, era um verdadeiro suplício, ficando nós com uma sensação de cansaço como se tivéssemos acabado de disputar uma prova de atletismo. Com algum esforço, fomos bombeando os sifões que nos apareciam, até que o penúltimo que vazámos devolveu a circulação de ar à galeria. Entretanto, o nosso tempo de exploração estava a terminar, pelo que tivémos de pensar em desmontar e retirar os equipamentos instalados. Não sem antes termos efectuado o que compete aos espeleólogos: topografar a zona descoberta e juntá-la à topografia existente, efectuada em anteriores explorações, e também, fotografar não só a área descoberta, mas também outros pormenores em galerias já exploradas, mas que apenas desta vez reparámos ou apenas agora houve tempo para o fazer. Faltava-nos retirar todo o equipamento da gruta, o que foi efectuado em duas fases e por duas equipas distintas. Numa primeira fase, retiraram-se as mangueiras e cabos eléctricos da zona descoberta, deixando o "Sifão da entrada" equipado para que o mesmo não fechasse entretanto. Em seguida, desequipámos e retirámos os equipamentos do "Sifão da entrada" e finalmente, desmontámos todas as amarrações que serviram para nos dar segurança e também para traccionar alguns itens mais pesados, como as bombas submersas e alguns rolos de cabo mais comprido. As desequipagens de grutas onde são efectuados bombeamentos são particularmente alegres, pois além de juntar quase toda a equipa que explorou a gruta, alguns dos comentários ao trabalho de retirada dos equipamentos são hilariantes. Se a descer todos os santos ajudam, temos de subir quando desequipamos e, nesse caso, nem todos os santos ajudam, de facto temos dúvidas se existe algum que ajude. Todos sabemos que a gruta teima em esconder os seus segredos, mas, nós espeleólogos, somos demasiado curiosos, algo nos atrai no desconhecido. Temos a certeza que na próxima época de exploração voltaremos ao Regatinho com a mesma vontade e entusiasmo de sempre, pois ansiamos mergulhar no desconhecido e voltar com relatos de novas descobertas.
Texto de: João Henriques Luís Miguel Lopes
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PARTICIPANTES
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Luís Miguel Lopes
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Paulo Rodrigues
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Pedro Marote
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António Sobreira
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Bruno Serra
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Cristina Lopes
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José António Crispim
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Nuno Dias
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Ana Brás
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Paulo Caetano
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Paulo Ramos
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Nuno Alexandre Nogueira
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Luís Barbosa
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Pedro Robalo
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Joana Mila
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João Varela
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Ricardo Nogueira
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Carlos Barbosa
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João Henriques
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Nuno Frade
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Maria Laura Anastácio
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Pedro Ferreira
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Vitor Leal
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Apoio de: IPJ Junta de Freguesia de Minde
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