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Geologia no Verão 2001

 

Geologia no Verão 2001

"Grutas e Nascentes de Porto de Mós"

Tema da acção: Circulação de águas subterrâneas; formação das grutas; fauna das grutas; exploração de carvão em minas; flora das regiões calcárias; nível do mar no Quaternário

Espaço onde decorre a acção: Concelho de Porto de Mós - Planalto de Stº. António e região de Alvados (Fórnea de Alvados, Minas da Bezerra, Nascentes do Lena)

Datas das acções: Agosto: 4, 5, 11, 12, 18, 19, 25, 26; Setembro: 1, 2, 9, 15 16, 22, 23, 29 e 30.

Local de partida/ponto de encontro: Jardim da Ecoteca, em frente à Igreja de Porto de Mós

Número de participantes admitidos: 20 por sessão

Hora de início: 9h 30m

Duração aproximada: 7 horas

Características do percurso:
- Todo o circuito se faz por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra ou a corta-mato;
- As visitas às grutas incluem apenas a entrada na zona vestibular, com baixo grau de dificuldade;
- Será fornecido equipamento adequado (capacete com iluminação de actetileno e eléctrica).

Telefones para inscrição:
93 356 33 92 / 96 652 33 41

Inscrições até às 22.00 horas do dia anterior à acção

Responsáveis: Pedro Ferreira / Nuno Dias

Equipa: Ana Brás, Ana Gomes, Andreia Lourenço, Angela Silva, Bruno Serra, Mafalda Estudante, Nuno Dias, Paulo Ramos, Pedro Ferreira, Rita Pereira, Sara Guerra, Vitor Santos.

 

IMPORTANTE: Os interessados devem possuir viatura própria e levar botas de campo, chapéu, farnel, água (1,5L por pessoa) e protector solar.

Apoio: PNSAC (Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros).

PROGRAMA

A - Ponto de encontro: Jardim da Ecoteca, em frente à Igreja de Porto de Mós.

B - Percurso da manhã:

1. A morfologia da região: O maciço calcário e a erosão regressiva da Fórnea.

Fórnea de Alvados - Foto: J. Crispim / SPE 1988


2. Circulação de águas subterrâneas nas regiões calcárias - as grutas, sua protecção e conservação; visita à gruta Cova da Velha (grutas activas; fauna e flora em grutas).

Cova da Velha - Foto: A. Sobreira/ SPE

C - Almoço

D - Percurso da tarde:

3. A depressão de Alvados (Polje de Alvados): Castelo de Alcaria e Gruta da Mouração (interesse arqueológico das grutas), falhas e escarpas de falha.

Costa de Alvados - Foto: J. Crispim / SPE 1988


4. Nascentes cársicas do Lena: Cabeço de Pedra, Tapada das Freiras, Minhola do Maneta, Olho de Água da Ribeira de Cima; captação e controle da emergência de águas subterrâneas; evolução do Quaternário.

E - Opcional
(condicionado pela hora e disponibilidade dos visitantes)

5. Localidade da Bezerra: visita às minas de carvão - a exploração, enquadramento geológico das lenhites, observação dos restos de carvão nas escombreiras.

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Geologia no Verão 2001

"Serra de Montejunto - Miradouro da Estremadura"

Introdução
A Serra de Montejunto é conhecida como "miradouro da Estremadura", pois dela se avista grande extensão de paisagem desta província litoral de Portugal.
Este relevo anticlinal de vertentes abruptas atinge cota máxima de 666 metros, no vértice geodésico Montejunto.
Caminhando de Cabanas de Torres, início do percurso, para norte, afloram formações margosas e greso-arenosas, seguindo-se uma faixa estreita de calcários oolíticos e recifais (calcários corálicos de Amaral). A subida para a serra inicia-se em formações mais antigas constituídas por margas e argilas com algumas intercalações de natureza detrítica (Margas de Abadia). Ainda no flanco sul do anticlinal podemos observar as camadas dos calcários de Montejunto, onde se podem encontrar, por exemplo, fósseis de amonites. No topo da serra, nas camadas de calcário do Jurássico médio, os fenómenos de carsificação originaram extensos campos de lapiás.
A tectónica deixou marcas impressivas na Serra de Montejunto, sendo limitada pelas falhas de Rocha Forte, de Pragança e de Tojeira. Para além destas, existe ainda um conjunto de outras três falhas, designado por Falhas de Areeiro, e que intersecta longitudinalmente o anticlinal. Ao longo do percurso será possível observar vários tipos de estruturas secundárias associadas aos acidentes principais.


Tema da acção:

1. As diferentes litologias presentes, conteúdo fossílifero, contactos geológicos e litoestratigrafia;
2. Anticlinal de Montejunto - principais acidentes estruturais (falha de Montejunto, falha de Areeiro, falha de Pragança, falha da Tojeira) e outras estruturas associadas;
3. Geomorfologia da Serra - principais relevos e depressões, mecanismos geodinâmicos responsáveis pela sua formação;
4. Hidrogeologia - circulação de águas subterrâneas, formas cársicas, grutas e nascentes.

Espaço onde decorre a acção: Serra de Montejunto (Concelho de Torres Vedras).

Datas das acções: Agosto: 4, 5, 18, 19; Setembro: 1, 2, 15, 16, 29, 30.

Local de partida/ponto de encontro: Cabanas de Torres
(Concelho de Torres Vedras).

Número de participantes admitidos: 20 por sessão.

Hora de início: 10.00h.

Duração aproximada: 6 horas.

Características do percurso:
- Todo o circuito se faz por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra ou a corta-mato.

Inscrição gratuita

Telefones para inscrição:
93 356 33 92 / 96 652 33 41.

Responsáveis: Pedro Ferreira / Paulo Ramos.

Equipa: Ana Brás, Ana Gomes, Andreia Lourenço, Angela Silva, Bruno Serra, Mafalda Estudante, Nuno Dias, Paulo Ramos, Pedro Ferreira, Rita Pereira, Sara Guerra, Vitor Santos.

IMPORTANTE: Os interessados devem possuir viatura própria e levar botas de campo, chapéu, farnel, água (1,5L por pessoa) e protector solar.

PROGRAMA

A. Ponto de encontro: Desvio para Cabanas de Torres

B. Início do percurso:

1. Início da subida para a Serra: os calcários corálicos do Amaral e as margas de Abadia.

2. Falha de Montejunto: a falha de Montejunto e estruturas associadas (dobras de arraste, estrias, veios de calcite e planos estilóliticos).

C. Almoço

Amonite - Foto: J. A. Crispim

 

3. Subida da Vale das Rosas: paisagem da vertente do sopé da serra, camadas de Montejunto, camadas de Cabaços, as cascalheiras, campos de lapiás.

4. Penhas do Relvio: falha do Areeiro e estruturas associadas

Vertente Sul da Serra - Foto: J. A. Crispim

 

Planície do Tejo - Foto: António Sobreira


5. Miradouro de Montejunto: Serra de Todo Mundo, Maciço Calcário Estremenho, Serra da Ota, Monte Redondo.

 

Plataforma Litoral - Foto: Pedro Ferreira

 

D. Percursos Opcionais

6. Quinta da Serra: dolinas e uvalas, pequenas intrusões na falha do Areeiro.

7. Miradouro Cruz da Salve-Rainha: vista da Plataforma Litoral, visita à Lapa da Salve-Rainha.

8. Barrouco da Areia: areeiros, e lapas associadas à exploração, cascalheira consolidada.


Lapiás - Foto: J. A. Crispim