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Notícias

Gruta do Regatinho - Topografia parcial

Regatinho 2001

Este verão retomaremos os trabalhos de exploração e estudo de uma das mais importantes grutas da região de Minde - O REGATINHO.
As explorações efectuadas no ano passado - REGATINHO 2000 - realimentaram as expectativas que já vinham de anos anteriores e forneceram novos desafios que iremos ultrapassar este ano.
Terá oportunidade de participar nos trabalhos que nos levarão a fantásticasdescobertas, colaborando ou liderando as equipas de bombeamento, exploração a seco, topografia, fotografia e desobstrução.
Os participantes podem pernoitar em Minde durante os dias de participação e requisitar o equipamento individual necessário.

Organização: SPE - Minde
Contacto:
Luís Miguel Lopes

Lista de inscritos:
Luís Miguel Lopes
José António Crispim
António Sobreira
João Gonçalves Henriques
Ricardo Nogueira
Paulo Alexandre Adão Pereira
Cristina Lopes
Piotr Gajek
José Falagueira
Pierrich Liemard
Thierry Carre
Delphine Flavigny
Bertrand Wilm
Mathilde Gros
Didier Delbrel
Vitor Leal
Paulo Caetano
Paulo Rodrigues
João António Alberto Abreu

 

Geologia no Verão 2001

"Grutas e Nascentes de Porto de Mós"

Tema da acção: Circulação de águas subterrâneas; formação das grutas; fauna das grutas; exploração de carvão em minas; flora das regiões calcárias; nível do mar no Quaternário

Espaço onde decorre a acção: Concelho de Porto de Mós - Planalto de Stº. António e região de Alvados (Fórnea de Alvados, Minas da Bezerra, Nascentes do Lena)

Datas das acções: Agosto: 4, 5, 11, 12, 18, 19, 25, 26; Setembro: 1, 2, 9, 15 16, 22, 23, 29 e 30.

Local de partida/ponto de encontro: Jardim da Ecoteca, em frente à Igreja de Porto de Mós

Número de participantes admitidos: 20 por sessão

Hora de início: 9h 30m

Duração aproximada: 7 horas

Características do percurso:
- Todo o circuito se faz por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra ou a corta-mato;
- As visitas às grutas incluem apenas a entrada na zona vestibular, com baixo grau de dificuldade;
- Será fornecido equipamento adequado (capacete com iluminação de actetileno e eléctrica).

Telefones para inscrição:
93 356 33 92 / 96 652 33 41

Inscrições até às 22.00 horas do dia anterior à acção

Responsáveis: Pedro Ferreira / Nuno Dias

Equipa: Ana Brás, Ana Gomes, Andreia Lourenço, Angela Silva, Bruno Serra, Mafalda Estudante, Nuno Dias, Paulo Ramos, Pedro Ferreira, Rita Pereira, Sara Guerra, Vitor Santos.

 

IMPORTANTE: Os interessados devem possuir viatura própria e levar botas de campo, chapéu, farnel, água (1,5L por pessoa) e protector solar.

Apoio: PNSAC (Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros).

PROGRAMA

A - Ponto de encontro: Jardim da Ecoteca, em frente à Igreja de Porto de Mós.

B - Percurso da manhã:

1. A morfologia da região: O maciço calcário e a erosão regressiva da Fórnea.

Fórnea de Alvados - Foto: J. Crispim / SPE 1988


2. Circulação de águas subterrâneas nas regiões calcárias - as grutas, sua protecção e conservação; visita à gruta Cova da Velha (grutas activas; fauna e flora em grutas).

Cova da Velha - Foto: A. Sobreira/ SPE

C - Almoço

D - Percurso da tarde:

3. A depressão de Alvados (Polje de Alvados): Castelo de Alcaria e Gruta da Mouração (interesse arqueológico das grutas), falhas e escarpas de falha.

Costa de Alvados - Foto: J. Crispim / SPE 1988


4. Nascentes cársicas do Lena: Cabeço de Pedra, Tapada das Freiras, Minhola do Maneta, Olho de Água da Ribeira de Cima; captação e controle da emergência de águas subterrâneas; evolução do Quaternário.

E - Opcional
(condicionado pela hora e disponibilidade dos visitantes)

5. Localidade da Bezerra: visita às minas de carvão - a exploração, enquadramento geológico das lenhites, observação dos restos de carvão nas escombreiras.

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Geologia no Verão 2001

"Serra de Montejunto - Miradouro da Estremadura"

Introdução
A Serra de Montejunto é conhecida como "miradouro da Estremadura", pois dela se avista grande extensão de paisagem desta província litoral de Portugal.
Este relevo anticlinal de vertentes abruptas atinge cota máxima de 666 metros, no vértice geodésico Montejunto.
Caminhando de Cabanas de Torres, início do percurso, para norte, afloram formações margosas e greso-arenosas, seguindo-se uma faixa estreita de calcários oolíticos e recifais (calcários corálicos de Amaral). A subida para a serra inicia-se em formações mais antigas constituídas por margas e argilas com algumas intercalações de natureza detrítica (Margas de Abadia). Ainda no flanco sul do anticlinal podemos observar as camadas dos calcários de Montejunto, onde se podem encontrar, por exemplo, fósseis de amonites. No topo da serra, nas camadas de calcário do Jurássico médio, os fenómenos de carsificação originaram extensos campos de lapiás.
A tectónica deixou marcas impressivas na Serra de Montejunto, sendo limitada pelas falhas de Rocha Forte, de Pragança e de Tojeira. Para além destas, existe ainda um conjunto de outras três falhas, designado por Falhas de Areeiro, e que intersecta longitudinalmente o anticlinal. Ao longo do percurso será possível observar vários tipos de estruturas secundárias associadas aos acidentes principais.


Tema da acção:

1. As diferentes litologias presentes, conteúdo fossílifero, contactos geológicos e litoestratigrafia;
2. Anticlinal de Montejunto - principais acidentes estruturais (falha de Montejunto, falha de Areeiro, falha de Pragança, falha da Tojeira) e outras estruturas associadas;
3. Geomorfologia da Serra - principais relevos e depressões, mecanismos geodinâmicos responsáveis pela sua formação;
4. Hidrogeologia - circulação de águas subterrâneas, formas cársicas, grutas e nascentes.

Espaço onde decorre a acção: Serra de Montejunto (Concelho de Torres Vedras).

Datas das acções: Agosto: 4, 5, 18, 19; Setembro: 1, 2, 15, 16, 29, 30.

Local de partida/ponto de encontro: Cabanas de Torres
(Concelho de Torres Vedras).

Número de participantes admitidos: 20 por sessão.

Hora de início: 10.00h.

Duração aproximada: 6 horas.

Características do percurso:
- Todo o circuito se faz por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra ou a corta-mato.

Inscrição gratuita

Telefones para inscrição:
93 356 33 92 / 96 652 33 41.

Responsáveis: Pedro Ferreira / Paulo Ramos.

Equipa: Ana Brás, Ana Gomes, Andreia Lourenço, Angela Silva, Bruno Serra, Mafalda Estudante, Nuno Dias, Paulo Ramos, Pedro Ferreira, Rita Pereira, Sara Guerra, Vitor Santos.

IMPORTANTE: Os interessados devem possuir viatura própria e levar botas de campo, chapéu, farnel, água (1,5L por pessoa) e protector solar.

PROGRAMA

A. Ponto de encontro: Desvio para Cabanas de Torres

B. Início do percurso:

1. Início da subida para a Serra: os calcários corálicos do Amaral e as margas de Abadia.

2. Falha de Montejunto: a falha de Montejunto e estruturas associadas (dobras de arraste, estrias, veios de calcite e planos estilóliticos).

C. Almoço

Amonite - Foto: J. A. Crispim

 

3. Subida da Vale das Rosas: paisagem da vertente do sopé da serra, camadas de Montejunto, camadas de Cabaços, as cascalheiras, campos de lapiás.

4. Penhas do Relvio: falha do Areeiro e estruturas associadas

Vertente Sul da Serra - Foto: J. A. Crispim

 

Planície do Tejo - Foto: António Sobreira


5. Miradouro de Montejunto: Serra de Todo Mundo, Maciço Calcário Estremenho, Serra da Ota, Monte Redondo.

 

Plataforma Litoral - Foto: Pedro Ferreira

 

D. Percursos Opcionais

6. Quinta da Serra: dolinas e uvalas, pequenas intrusões na falha do Areeiro.

7. Miradouro Cruz da Salve-Rainha: vista da Plataforma Litoral, visita à Lapa da Salve-Rainha.

8. Barrouco da Areia: areeiros, e lapas associadas à exploração, cascalheira consolidada.


Lapiás - Foto: J. A. Crispim

O Laboratório de Fotogrametria do Departamento de Matemática da FCUL, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Espeleologia, executa o projecto de realização da restituição estereofotogramétrica de uma zona restrita do Maciço Calcário Estremenho.

No âmbito do protocolo assinado entre a FCUL e a SPE em Maio passado, o trabalho científico a concretizar em seis meses por João Henriques, Vasco Santos e Rita Rodrigues deve estar concluído no final deste ano.

A coordenação científica do projecto está a cargo da Prof. Paula Redweik, cabendo também à FCUL fornecer o restituidor digital e o material fotográfico a usar no processo de restituição, que utilizará fundamentalmente o módulo de criação de modelos digitais do terreno.

Este projecto conta também com o apoio do Instituto Geográfico do Exército e do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

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O ESPELEO BRASIL 2001 - 13º Congresso Internacional de Espeleologia da UIS, subordinado ao tema "Desenvolvimento Sustentável de Áreas Cársicas", englobou também o 4º Congresso Espeleológico da América Latina e Caribe (da FEALC) e 26º Congresso Brasileiro de Espeleologia.

De 15 a 22 de Julho decorreram vários acontecimentos em Brasília nomeadamente:

  • Actividades institucionais.
  • Comunicações sobre variados temas científicos, técnicos, ambientais, educacionais e aplicados relacionados com a Espeleologia.
  • Simpósios de Arqueologia e Paleontologia, Bioespeleologia, Espeleo-Mergulho e Gestão de Grutas Turísticas.
  • Excursões.
  • Speleo-Art Brasil 2001 - Exposições onde estiveram representados variados artistas plásticos que têm como tema a Espeleologia.
  • Speleomedia 2001 - Festival de filmes e vídeos sobre Espeleologia.

Realizaram-se excursões Pré e Pós-Congresso de natureza científica geral e outras mais específicas (nos campos da Arqueologia, Bioespeleologia, Geomorfologia cársica e da gestão turística de grutas). As excursões percorrerão regiões cársicas do Brasil e de outros países da América Latina.

EXCURSÕES ONDE PARTICIPARAM REPRESENTANTES DA SPE

MANEJO TURÍSTICO DE CAVERNAS DA REGIÃO SUL-BRASILEIRA

A excursão incluiu a visita a uma das mais importantes regiões cársicas do Sul e Sudeste do Brasil, envolvendo os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Entre as áreas visitadas destaca-se o Vale do Ribeira, por possuir uma das maiores concentrações de cavernas do Brasil, muitas delas são bastante ornamentadas e protegidas por Unidades de Conservação (Parques Estaduais ou Áreas de Protecção Ambiental-APAs). O roteiro incluiu 15 grutas, onde puderam ser observados aspectos como o potencial turístico, a sua gestão, infra-estruturas oferecidas, perfil do turista, capacitação de recursos humanos e aspectos histórico-culturais dos municípios próximos, bem como aspectos da história da actividade espeleológica nessas regiões.

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Entrada da Caverna do Morro Preto (PETAR, Iporanga), gruta formada em calcários do Precâmbrico, nas margens do Rio Betari

A excursão abrangeu também a Região Metropolitana de Curitiba (conhecida como a capital ecológica do Brasil, localizada no estado do Paraná), onde se encontram diversas grutas muito próximas dessa capital. A excursão incluiu ainda uma visita à região de Vila Velha (próximo de Ponta Grossa, no Paraná), onde foram observadas diversos aspectos de erosão e furnas em rochas areníticas, além de lagoas.

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Cachoeira no Buraco do Padre (Vila Velha - Curitiba), cavidade formada em quartzitos precâmbricos

 

CARSO E CAVERNAS DA CHAPADA DIAMANTINA

Esta actividade de campo pretendeu mostrar e discutir aspectos geomorfológicos e geoespeleológicos da região da Chapada Diamantina (Baia), sustentada principalmente por quartzitos e calcários metamórficos do Proterozóico Médio a Neoproterozóico.

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Reflexo do Sol ao meio-dia no Poço Encantado (Itaetê, Baía), no carso do Rio Una, em dolomitos do Precâmbrico

Nos quartzitos foram observadas aspectos cársicos, como depressões variadas, vales cársicos e grutas (como a gruta do Lapão, em Lençois, com cerca de 1500m de desenvolvimento). Nos calcários foram visitadas grutas como o Poço Encantado, Lapa do Bode, Lapa Doce, Torrinha e Brejões. Foram também apreciados ao longo da excursão importantes testemunhos históricos da exploração do diamante, aspectos da arquitectura, do ambiente em geral (vegetação do tipo cerrado e campos rupestres) e hábitos regionais da Chapada.

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Pratinha: exsurgência no carso de Iraquara (Baía), afluente longínquo do Rio Paraguaçu

Representação portuguesa no ESPELEO BRASIL 2001


A SPE esteve representada pelos nossos consócios José António Crispim e Pilar Vicente. Estiveram também presentes representantes de outras associações de Espeleologia portuguesas.

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A delegação de espeleólogos portugueses presente no 13º CIE

 

Sessão de abertura solene do 13º Congresso Internacional de Espeleologia


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Comunicações apresentadas por autores portugueses


Carla Maricato & Paulo Pacheco - Mineração Romana no Complexo de Valongo

Cidália Duarte & Rui Mergulho - Bom Santo Neolithical necropolis

José Alho, Mª João Martins &
Olímpio Martins - Uso Sustentado do Património
Espeleológico no PNSAC (Portugal)

José António Crispim - Environmental problems on caves and karstlands enclosed in Portuguese natural areas

José Ricardo Querido Mendes & Soraia Castro Matos - Gruta do Frade - The Costa Azul Trejure. A monument to preserve

Raquel Regala & Rui Fernando Luis - Karst complex from Cabeça da Pedra de Sino

 

Grupo da excursão à Gruta dos Ecos (Goiás, DF Brasília), cavidade em micaxistos precâmbricos (Congress One Day Field Trip)

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Novos corpos gerentes da UIS

Presidente: José Ayrton Labegalini (Brasil)

Vice-presidentes: Andy Eavis (Grã-Bretanha) e Aleksander Klimchouk (Ucrânia)

Secretário-geral: Pavel Bosak (Rep. Checa)

Secretários Adjuntos:
- Roman Hapka (Suíça)
- George Huppert (EUA)
- Andrej Mihevc (Eslovénia)
- Fadi Nader (Líbano)
- Armstrong Osborne (Austrália)
- Lin-Hua Song (R. P. China)
- Abel Vale (Porto Rico)
- Claude Mouret (França)

 

O brasileiro José Ayrton Labegalini, presidente eleito da UIS, entre Julia James (antiga presidente) e Pavel Bosak (secretário geral reeleito)

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A Grécia ganhou à França o direito de organizar o próximo Congresso Internacional de Espeleologia


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Depois da Sociedade Suíça de Espeleologia e da Sociedade Brasileira de Espeleologia, cabe à Sociedade Grega de Espeleologia organizar o Congresso Internacional de Espeleologia.

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No número de Setembro da edição portuguesa do Le Monde Diplomatique, o consócio Prof. Carlos Fiolhais faz a análise histórica de alguns indicadores do atraso português. Ele diagnostica as causas, analisando as ideias de alguns pensadores e propondo o reforço da educação científica em Portugal. Defende o primado da criação contra a imitação concluindo que “vale mais importar know-how do que tecnologia”.

Termina o seu artigo escrevendo que “o maior problema continua a ser o défice de educação, concretizada hoje em dia na falta de uma educação científica de alcance e qualidade”.

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