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Notícias

 

Organizado pela


Sociedade Portuguesa
de Espeleologia

com a


Federação Espeleológica da Comunidade Europeia

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19 - 24 Junho 2000
Alviela/Alcanena/PNSAC
(Inserido no Projecto da Bacia do Alviela)International Cave Diving Training for
CMAS - Cave Diver*
Local:
Olhos de Água do Alviela, partes secas e submersas (é provável o mergulho noutras grutas);
Estremadura, Concelho de Alcanena, Alcanede/Valverde - Casa Rural.
Programa geral do curso:
Dia 18
A partir do meio dia - chegada dos organizadores,
Noite - chegada dos instrutores franceses. Possível chegada dos participantes (é necessária confirmação).

Dia 19
Chegada de todos os participantes.
Ás 10:00h começo oficial do curso.
Até dia 23/06 o curso será organizado segundo o esquema de uma sessão teórica de manhã e uma sessão prática de tarde.

Dia 23
Na parte da tarde - Balanço final de curso e aprovações.
Às 20:00h - sessão de encerramento e jantar de despedida.
O alojamento é possível até dia 24 (é necessária confirmação).Assistência de 6 instrutores (4 franceses e 2 portugueses);
Enchimentos (ar);
Transporte para locais de aulas práticas;
Manual do curso (podemos fornecer materiais didácticos noutras línguas, diferentes do português, mediante solicitação prévia e com custo adicional);
Alojamento tipo "pousada de juventude" (trazer saco cama);
Três refeições diárias;
Cartão Cave Diver* CMAS, após boa avaliação.

Incluído no curso:
Os participantes deverão apresentar:
Nível adequado de prática de mergulho (tipo P2, Advanced Diver, etc.);
Controlo obrigatório e perfeito de flutuabilidade (com diferentes configurações de equipamento);
Equipamento pessoal típico (é aconselhável a utilização de BC "wing");
Sistema duplo de garrafas independentes e reguladores;
Carreto com um mínimo de 50m de cordel (poderá ser fornecido pela organização);
Três fontes de luz, para serem montadas no capacete (o capacete poderá ser fornecido pela organização);
Instrumento de corte - tesoura ou lâmina (faca não);
Chumbo;
Seguro pessoal e seguro especial para praticantes de mergulho.

Inscrição:
Número máximo de participantes: 8

Sociedade Portuguesa de Espeleologia - Cave Diving,
Rua Saraiva de Carvalho 233,
1350-301 Lisboa - Portugal

Para mais detalhes e pedido de programa completo contacte:

Piotr Gajek
ou
Júlio Mello

Organização
Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPE)

Apoio
Federação Portuguesa das Actividades Subaquáticas (FPAS)

Coordenação Técnica
Fédération Française de Spéléologie (FFS) - Commission de la Plongée Souterraine (CPS)

Patrocínio
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC)
Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL)
Câmara Municipal de Alcanena

Colaboração
Oceanox
Action Glob

 

Aula teórico-prática

Treino de mergulho em gruta

Treino de mergulho em gruta

 


 Cova da Velha - Foto: P. Marote / SPE 1988

 

Tema da acção: Circulação de águas subterrâneas; formação das grutas; fauna das grutas; exploração de carvão em minas; flora das regiões calcárias; nível do mar no Quaternário

Espaço onde decorre a acção: Concelho de Porto de Mós - Planalto de Stº. António e região de Alvados (Fórnea de Alvados, Minas da Bezerra, Nascentes do Lena)

Datas das acções: Agosto: 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26, 27; Setembro: 2, 3, 9, 10, 16, 17, 23, 24

Local de partida/ponto de encontro: Jardim da Ecoteca, em frente à Igreja de Porto de Mós

Número de participantes admitidos: 20 por sessão

Hora de início: 9h 30m

Duração aproximada: 7 horas

Características do percurso:
- Todo o circuito se faz por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra ou a corta-mato;
- As visitas às grutas incluem apenas a entrada na zona vestibular, com baixo grau de dificuldade;
- Será fornecido equipamento adequado (capacete com iluminação de actetileno e eléctrica).

Telefones para inscrição:
93 356 33 92 / 96 652 33 41
Inscrições até às 22.00 horas do dia anterior à acção

Responsáveis: Pedro Ferreira / Nuno Dias

Equipa: Ana Brás, Andreia Lourenço, Bruno Serra, Mafalda Estudante, Nuno Dias, Paulo Ramos, Pedro Ferreira

 

IMPORTANTE: Os interessados devem possuir viatura própria e levar botas de campo, chapéu, farnel, água e protector solar

Geologia no Verão 2000

"Grutas e Nascentes de Porto de Mós"

PROGRAMA


A - Ponto de encontro:
Jardim da Ecoteca, em frente à Igreja de Porto de Mós.

B - Percurso da manhã:

1. A morfologia da região: O maciço calcário e a erosão regressiva da Fórnea.

Fórnea de Alvados - Foto: António Sobreira

 

2. Circulação de águas subterrâneas nas regiões calcárias - as grutas, sua protecção e conservação; visita à gruta Cova da Velha (grutas activas; fauna e flora em grutas).

Cova da Velha - Foto: António Sobreira

C - Almoço

D - Percurso da tarde:

3. A depressão de Alvados (Polje de Alvados): Castelo de Alcaria e Gruta da Mouração (interesse arqueológico das grutas), falhas e escarpas de falha.

Costa de Alvados - Foto: J. Crispim

4. Nascentes cársicas do Lena: Cabeço de Pedra, Tapada das Freiras, Minhola do Maneta, Olho de Água da Ribeira de Cima; captação e controle da emergência de águas subterrâneas; evolução do Quaternário.

E - Opcional
(condicionado pela hora e disponibilidade dos visitantes)

5. Localidade da Bezerra: visita às minas de carvão - a exploração, enquadramento geológico das lenhites, observação dos restos de carvão nas escombreiras.

 

 

 

Pausa no trabalho à entrada da Gruta do Regatinho
Pausa no trabalho à entrada da gruta
Foto: SPE / J. A. Crispim (2000)

Controlando a disposição da mangueira na Gruta do Regatinho
Controlando a disposição da mangueira
Foto: SPE / J. A. Crispim (2000)

Mais uma pausa (forçada) junto ao primeiro sifão na Gruta do RegatinhoLuís Miguel Lopes - Mais uma pausa (forçada) junto ao primeiro sifão
Foto: SPE / António Sobreira (2000)

Paulo Caetano à saida da galeria explorada na Gruta do Regatinho
Paulo Caetano à saida da galeria explorada
Foto: SPE / António Sobreira (2000)

Primeiros metros de exploração no “desconhecido na Gruta do Regatinho
Paulo Ramos - Primeiros metros de exploração no “desconhecido”
Foto: SPE / António Sobreira (2000)

Galeria de ligação entre sifões na Gruta do Regatinho
Galeria de ligação entre sifões
Foto: SPE / António Sobreira (2000)

Bombeamento do último poço explorado na Gruta do Regatinho Bombeamento do último poço explorado
Foto: SPE / António Sobreira (2000)

 

REGATINHO 2000

"A CAMINHO DO DESCONHECIDO"

Na sequência dos trabalhos dos anos anteriores, em que houve uma incursão numa galeria lateral promissora em termos de continuação, "Mais um Passo no Desconhecido" foi o tema para a continuação da exploração do Regatinho.
Mais uma vez, mobilizámos os meios adequados de bombeamento para ultrapassar as dificuldades de progressão que a gruta nos apresenta: ressaltos, sifões e muita argila.
Toda a preparação do trabalho teve de ser elaborada nos meses precedentes ao início do projecto. A verificação dos equipamentos e instalação da baixada de electricidade são trabalhos tão importantes como a exploração em si, pois sem eles, não poderíamos, sequer, entrar na gruta.
Assim, a exploração teve início no principio de Agosto, tendo-se começado por equipar o ressalto da rampa de entrada da gruta e procedendo-se à instalação dos equipamentos de bombeamento para vazar o primeiro sifão, o "Sifão da entrada", permitindo-nos a progressão.
Após esta fase, avançou-se para a "Galeria Principal". O acesso a esta efectua-se através de um ressalto, passando-se pelo "Lago" (pequena depressão que acumula água no seu interior). Para nossa surpresa, este não continha água, mas sim argilas muito finas e macias. As argilas depositadas no fundo do "Lago" mais pareceriam areias movediças que, para além de nos dificultar a progressão, deixava-nos de outra cor, da cor da argila!. Improvisámos, por isso, uma ponte suspensa que nos permitia passar pelo "Lago" sem entrarmos em contacto com as argilas.
Solucionado este problema, passou-se à instalação do restante material de bombeamento, que nos permitiu avançar para a "Galeria do Nicho", a tal que nos havia despertado interesse em anos anteriores.
Esta galeria situa-se, mais ou menos, a meio da "Galeria Principal", aproximadamente a 350 metros da entrada da gruta. Poder-se-á dizer que foi neste ponto que começamos a verdadeira exploração.
O bombeamento dos sucessivos pequenos sifões desta galeria revelou-se problemático, pois devido à distância da entrada, vimo-nos obrigados a enviar a água destes sifões para o "Sifão da entrada" e deste para a superfície. O tempo de funcionamento das várias bombas teve de ser devidamente coordenado para que nenhum dos sifões entretanto já bombeados fechasse. Além do mais, nesta galeria não circulava ar, o que tornava o ambiente pesado ao fim de algum tempo de permanência nela. Desta forma, qualquer movimento que efectuássemos, por mais pequeno que fosse, era um verdadeiro suplício, ficando nós com uma sensação de cansaço como se tivéssemos acabado de disputar uma prova de atletismo. Com algum esforço, fomos bombeando os sifões que nos apareciam, até que o penúltimo que vazámos devolveu a circulação de ar à galeria.
Entretanto, o nosso tempo de exploração estava a terminar, pelo que tivémos de pensar em desmontar e retirar os equipamentos instalados. Não sem antes termos efectuado o que compete aos espeleólogos: topografar a zona descoberta e juntá-la à topografia existente, efectuada em anteriores explorações, e também, fotografar não só a área descoberta, mas também outros pormenores em galerias já exploradas, mas que apenas desta vez reparámos ou apenas agora houve tempo para o fazer.
Faltava-nos retirar todo o equipamento da gruta, o que foi efectuado em duas fases e por duas equipas distintas. Numa primeira fase, retiraram-se as mangueiras e cabos eléctricos da zona descoberta, deixando o "Sifão da entrada" equipado para que o mesmo não fechasse entretanto. Em seguida, desequipámos e retirámos os equipamentos do "Sifão da entrada" e finalmente, desmontámos todas as amarrações que serviram para nos dar segurança e também para traccionar alguns itens mais pesados, como as bombas submersas e alguns rolos de cabo mais comprido.
As desequipagens de grutas onde são efectuados bombeamentos são particularmente alegres, pois além de juntar quase toda a equipa que explorou a gruta, alguns dos comentários ao trabalho de retirada dos equipamentos são hilariantes. Se a descer todos os santos ajudam, temos de subir quando desequipamos e, nesse caso, nem todos os santos ajudam, de facto temos dúvidas se existe algum que ajude.
Todos sabemos que a gruta teima em esconder os seus segredos, mas, nós espeleólogos, somos demasiado curiosos, algo nos atrai no desconhecido.
Temos a certeza que na próxima época de exploração voltaremos ao Regatinho com a mesma vontade e entusiasmo de sempre, pois ansiamos mergulhar no desconhecido e voltar com relatos de novas descobertas.

 

Texto de:
João Henriques
Luís Miguel Lopes

 

 PARTICIPANTES

Luís Miguel Lopes

 

Paulo Rodrigues

Pedro Marote

António Sobreira

 

Bruno Serra

Cristina Lopes

José António Crispim

 

Nuno Dias

Ana Brás

Paulo Caetano

 

Paulo Ramos

Nuno Alexandre Nogueira

Luís Barbosa

 

Pedro Robalo

Joana Mila

João Varela

 

Ricardo Nogueira

Carlos Barbosa

João Henriques

 

Nuno Frade

Maria Laura Anastácio

Pedro Ferreira

 

Vitor Leal

 

Apoio de:
IPJ
Junta de Freguesia de Minde

Organizado pela Delegação de Minde da SPE

  
Auditório Conde Ferreira
Sesimbra

Inaugura dia 10 de Agosto
Realização:
NECA - Núcleo de Espeleologia da Costa Azul

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