A nascente do Olho Marinho e as grutas da Columbeira, no vale tifónico de Óbidos - Caldas da Rainha

Tema da acção
Com esta acção pretende-se dar uma panorâmica do maior vale tifónico português e dos fenómenos cársicos superficiais e subterrâneos dos arredores.

Espaço onde decorre a acção
ÓBIDOS - LEIRIA

Datas das acções
30-07-2011
31-07-2011
20-08-2011
21-08-2011

Local de partida/ponto de encontro
Parque de estacionamento do Pingo Doce, Óbidos.

Como Chegar
Ir pela A8, sair em Óbidos

Número de participantes admitidos
20 por sessão.

Hora de início
10.00h.

Duração aproximada
8 horas.

Características do percurso
Parte do circuito faz-se por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra.

Inscrição gratuita

Idade mínima
8 anos

Realização da inscrição
A inscrição prévia é obrigatória e realiza-se através da página da Geologia no Verão.

Em caso de necessidade poderá contactar o responsável das acções através do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
ou do telefone 916636461.

Responsável
Ilda Calçada

Apoio Científico
Prof. Doutor José António Crispim

IMPORTANTE
Os interessados devem possuir viatura própria ou assegurar lugar na de outros participantes e levar botas de campo, chapéu, uma muda de roupa e calçado, farnel, água (1,5L por pessoa) e protector solar. O equipamento para as visitas (eventuais/facultativas) às grutas é fornecido pela entidade responsável pela acção.


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PROGRAMA

Resultante do fenómeno de diapirismo, no qual as formações mais plásticas e menos densas da base da série sedimentar mesozóica da Bacia Lusitânica ascenderam à superfície, o vale tifónico de Óbidos é constituído por um fundo deprimido entre áreas planálticas com as quais contacta em geral por superfície de falha. Nesse fundo afloram as argilas e margas da formação da Dagorda, do Hetangiano, acompanhadas por gessos e calcários dolomíticos a que se associaram rochas intrusivas doleríticas. Calcários e doleritos, sendo rochas mais resistentes à erosão, formaram pequenos relevos residuais que se elevam acima das argilas, mais brandas, com cores avermelhadas, esverdeadas ou esbranquiçadas. As gesseiras, abertas para explorar o gesso, têm lavra subterrânea ou a céu aberto e é ainda possível encontrar massas ou cristais de gesso.

Exploração de gessos perto de Óbidos

As áreas planálticas que circundam o vale tifónico são constituídas por calcários do Jurássico médio e superior onde a paisagem cársica pouco desenvolvida concorre com a erosão fluvial que escavou profundos entalhes no rebordo do vale tifónico. Um dos casos mais interessantes é o Vale Roto, por onde corre a Ribeira da Zambujeira (ou da Columbeira), afluente do Rio Real, que atravessa todo o vale tifónico. Nas vertentes escarpadas abrem-se várias grutas constituídas por galerias relacionadas com antigas nascentes das águas infiltradas nos planaltos vizinhos. Estas grutas forneceram espólio arqueológico e uma delas permite atingir o nível da água no aquífero.

Escombreiras de vertente no Vale Roto

Descida da Lapa do Suão

No entanto, é em Olho Marinho que se situa a mais importante nascente cársica da região, à qual se associa um extenso afloramento de tufos calcários com várias texturas e com alguns níveis de carvão fóssil intercalados.

A nascente cársica de Olho Marinho

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