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As grutas são um dos últimos testemunhos inalterados da Natureza, constituindo verdadeiras reservas naturais. Por isso, os espeleólogos devem assegurar a manutenção das condições originais, evitando que elas sejam alteradas desnecessariamente.
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A Sensibilidade do Ambiente Subterrâneo |
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Uma gruta não é um simples túnel escavado na rocha calcária, vazio e escuro. Constitui um ambiente muito particular e único, sendo uma obra milenária da natureza.
O património subterrâneo é frágil e está em perigo, por isso terá que ser protegido. A menor deterioração que se pratique poderá significar um dano irreparável. Protege-lo é manter as suas características próprias inalteradas, ou modificar o menos possível o seu ambiente.
A sua protecção cabe a toda a sociedade e ao espeleólogo em particular.
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Escrito por José António Crispim
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A Sombra dos Eucaliptos Ameaça as Serras Calcárias de Portugal
Os eucaliptos roubam a água, escondem as paisagens e destroem os afloramentos. Os eucaliptos têm sido alvo de várias campanhas de defensores do ambiente, que põem em relevo a sua capacidade de exaustão dos aquíferos em virtude das grandes quantidades de água que consomem.
No entanto a florestação maciça (com eucaliptos ou outras espécies) tem dois outros impactos raramente considerados: a alteração da paisagem geomorfológica e a destruição dos afloramentos geológicos.
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Para além da sua importância do ponto de vista geológico, as grutas apresentam um elevado interesse biológico por abrigarem comunidades animais peculiares.
Porque é importante falar dos morcegos Das 24 espécies de morcegos existentes no continente, cerca de metade utiliza abrigos subterrâneos para se abrigar durante pelo menos parte do ano, estando algumas das espécies completamente dependentes destes meios. A importância ecológica dos morcegos é muito elevada, já que consomem diariamente dezenas de toneladas de insectos; tendo em conta que os insectos poderiam em alguns casos constituir pragas para a agricultura ou ser vectores de doenças, é fácil de compreender a importância económica que os morcegos também têm.
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Estrumeira no Planalto de S. Mamede |
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Sábado, 21 Junho 2008 02:00 |
Na Cerrada do Filipe, perto do cabeço da Azambuja, em plena área de lapiás em estratos sub-horizontais, estão a ser depositadas toneladas de estrume de aviário. O estrume é transportado em grandes camiões e espalhado com buldozer pelo lapiás, tendo já espessura superior a 1 metro. O cheiro nauseabundo e as moscas espalham-se a várias centenas de metros em redor, ao sabor da direcção do vento. Até ao momento não conhecemos os responsáveis deste crime ambiental que, além dos efeitos mais evidentes, põe em risco os recursos hídricos subterrâneos da região. A SPE contactou já as autarquias com jurisdição sobre a área e espera que a situação seja rapidamente revertida.
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Lapiás pintado com a bandeira portuguesa |
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Sábado, 21 Junho 2008 02:00 |
| A febre do futebol é justificação para os maiores desvarios e no Covão do Coelho pode assistir-se à mais recente prova de boçalidade do nosso povo. O lapiás da crista de calcários que se situa no alinhamento da Lapa do Picareiro foi pintado com dois grandes rectângulos vermelho e verde e um círculo amarelo. O mínimo que esperamos é que sejam identificados os autores desta torpe demonstração de desrespeito pelos valores naturais da região e que os culpados sejam obrigados a recuperar convenientemente os lapiás. A junta de freguesia de Minde e o PNSAC já foram contactados pois consideramos que têm também um papel a desempenhar na resolução da situação e na prevenção contra futuras iniciativas lesivas do património natural. |
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O Vale Mirão transformado em lixeira a céu aberto |
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Sábado, 21 Junho 2008 02:00 |
Na fronteira entre os concelhos de Alcanena e Porto de Mós está a ser criada uma das maiores lixeiras clandestinas de Mira de Aire. É já conhecida a sorte de muitos dos caminhos rurais da vertente onde se situa vila de Mira de Aire, utilizados para vazadouros ocasionais dos mais diversos tipos de entulhos e lixos, como a SPE já várias vezes denundiou. Todavia, a lixeira do Vale Mirão é talvez a mais grave, não só pelas dimensões que já atingiu mas também por afectar gravemente a paisagem deste vale que é o mais entalhado dos que descem aquela vertente em direcção ao fundo do polje de Minde. Ela é também a infeliz prova da falta de civismo e de cultura do nosso povo e dos nossos autarcas, na medida em que, ao que saibamos, nem os moradores denunciam a situação nem a junta de freguesia de Mira de Aire se opôs de forma eficaz a estes actos.
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Apreciação do Plano de Ordenamento do PNSAC (2009) pela Sociedade Portuguesa de Espeleologia e propostas de alteração |
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Introdução
Tal como na apreciação feita à versão de 2007 do Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, a Sociedade Portuguesa de Espeleologia reconhece o empenho dos técnicos do ICNB-IP que garantiram a qualidade da cartografia e dedicaram grande esforço à integração da informação produzida.
Infelizmente, de novo se reconhece que desígnios políticos que fazem tábua rasa dos estudos favoráveis à conservação da natureza ditaram o grande desequilíbrio a favor da expansão da indústria extractiva consignado neste PO, com prejuízo irreversível para os valores naturais do património espeleológico, geológico, geomorfológico e hidrogeológico.
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