Passeio pela serra de Montejunto entre o Vale das Rosas e o anfiteatro de Pragança

Geologia no Verão 2010

A parte mais alta da serra, acima dos 600 metros, é justamente considerada a varanda da Estremadura. Daí desfrutam-se panorâmicas a perder de vista pela Bacia do Tejo, pela Plataforma Litoral, pela Serra de Todo o Mundo, constituída por rochas basálticas, e pelo Maciço Calcário Estremenho. Muito há a visitar, desde a Gruta da Salve-Rainha e o miradouro sobre o anfiteatro de Pragança até à Penha da Boa Vista e à Penha do Meio Dia.

O passeio continua do Alto dos Cortiços para Cabanas de Torres de Torres. Os topos arredondados do cimo da serra mostram as camadas biseladas que se detêm bruscamente ao encontro da escarpa de falha das Penhas do Relvio. Durante a descida do Vale das Rosas observam-se vertentes cobertas de mantos de cascalheiras. O Vale acaba por se estreitar numa garganta onde as camadas estão fortemente inclinadas e se observam dobras de arraste, estrias, veios de calcite e outras estruturas associadas à passagem da Falha de Montejunto. Na base da vertente sul da serra podem-se observar afloramentos dos calcários corálicos de Amaral e das margas de Abadia.

Tema da acção
1. As diferentes litologias presentes, conteúdo fossílifero, contactos geológicos e litoestratigrafia;
2. Anticlinal de Montejunto - principais acidentes estruturais (falha de Montejunto, falha de Areeiro, falha de Pragança, falha da Tojeira) e outras estruturas associadas;
3. Geomorfologia da Serra - principais relevos e depressões, mecanismos geodinâmicos responsáveis pela sua formação;
4. Hidrogeologia - circulação de águas subterrâneas, formas cársicas, grutas e nascentes.

Espaço onde decorre a acção
Serra de Montejunto (Concelho de Alenquer e Cadaval).

Datas das acções
24-07-2010
25-07-2010
07-08-2010
08-08-2010
21-08-2010
22-08-2010

Local de partida/ponto de encontro

Na Abrigada, no parque de estacionamento do Intermarché.

Como chegar
Para se chegar à localidade de Abrigada, pode-se sair na saída da A1 (Alenquer), apanhando o IC2, até chegar a esta povoação.

Itinerário geral da actividade
Cabanas de Torres, Alto dos Cortiços, Vale das Rosas, Pragança

Número de participantes admitidos
20 por sessão

Hora de início
10:00h

Duração aproximada
8 horas

Características do percurso
Todo o circuito se faz por caminho de pé posto, com alguns troços por estrada de terra ou a corta-mato.
As visitas às grutas incluem apenas a entrada na zona vestibular, com baixo grau de dificuldade.

Inscrição gratuita

Idade mínima
8 anos

Realização da inscrição
A inscrição prévia é obrigatória e realiza-se através da página da Geologia no Verão.

Em caso de necessidade poderá contactar o responsável das acções através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou do telefone 916636461.

Responsável
Ilda Calçada

Apoio Científico
Prof. Doutor José António Crispim

 

IMPORTANTE
Caminhada com cerca de 5km e com desnível acentuado. Os interessados devem possuir viatura própria ou assegurar lugar na de outros participantes e levar botas de campo, chapéu, farnel, água (1,5L por pessoa) e protector solar.

ROGRAMA

A acção consiste numa caminhada desde Pragança até ao miradouro de Salve-Rainha, sobre o anfiteatro de Pragança. Após passagem pela Gruta de Salve-Rainha atinge-se o topo da serra, donde se desfrutam panorâmicas a perder de vista pela Bacia do Tejo.

Vista da planície do Tejo. Foto: António Sobreira

A descida faz-se pelo Vale das Rosas que se estreita em apertada garganta à passagem pela Falha de Montejunto, com interessantes aspectos tectónicos.

1. Miradouro de Montejunto: Serra de Todo Mundo, Maciço Calcário Estremenho, Serra da Ota, Monte Redondo.

Montejunto - Vista para Norte. Foto: J. A. Crispim

Almoço

2. Penhas do Relvio: falha do Areeiro e estruturas associadas

3. Descida do Vale das Rosas: paisagem da vertente do sopé da serra, camadas de Montejunto, camadas de Cabaços, as cascalheiras, campos de lapiás.

Vertente Sul da Serra. Vale das Rosas. Foto: J. A. Crispim

4. Falha de Montejunto: a falha de Montejunto e estruturas associadas (dobras de arraste, estrias, veios de calcite e planos estilóliticos).

5. Na base da Serra: os calcários corálicos do Amaral e as margas de Abadia.

Amonite. Foto: J. A. Crispim

D. Percursos Opcionais

6. Quinta da Serra: dolinas e uvalas, pequenas intrusões na falha do Areeiro.

7. Barrouco da Areia: areeiros, e lapas associadas à exploração, cascalheira consolidada.

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